4 de mai. de 2012

Outra noite insone

Agora, esta hora da madrugada, eu deveria estar dormindo, mas este cérebro dotado de tantos pensamentos, agora perscruta, incrementa, tenta e desatento, até se perde. E o sono assim se foi.
Hoje, conheci um rapaz, quer dizer, nos conhecemos ao vivo. Muito inteligente, muito bonito, uma combinação que deveria ter me feito sair correndo, isso é deveras perigoso, eu diria para qualquer uma. Mas fui. A inteligência num homem feito, dotado de beleza, é como o veneno das cobras, apesar de sedutoras, nos surpreendem pelo bote. Assim como uma cobra escondida entre meus lençóis, ele jogou. Belos movimentos num tabuleiro de xadrez. Não imaginaria eu que as aulas de xadrez me ensinariam tanto em tão pouco tempo. Ele foi se aproximando, comendo meus peões, engolindo minhas torres e meus bispos. Minha rainha foi tomada á força, de tantos cheques, então foi mate.
Foi simples, desapegado, como duas pessoas que desafogam e se usam mutuamente num acordo silencioso. É bem claro que temos simpatia um pelo outro, mas eu me deixei levar, cai nas armadilhas e desprotegi meu rei. Embora tenha sido bom, meu grilo falante não deixa de me deixar grilada. "Foi rápido demais, fácil demais" ele diz. E esta certo, mas eu estava precisando, foi um alivio ao mesmo tempo que foi singular, não foi mero acaso, foi como um acordo. Agora como toda mulher vivente deste planeta, me pergunto se o fiz certo. Talvez não mas segui meus instintos. Agora a imagem dele me esquenta por dentro, mas meu intelecto me esfria por fora. Talvez eu precise de uma pitada de fé. Talvez alguém se interesse assim, pela minha naturalidade, pela minha facilidade, por quem sou e somente.
Talvez, mas será?

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