27 de nov. de 2011

Isso sim é felicidade meu amor...

Talvez eu não devesse escrever aqui, pois eh certo que há leitores. Mas não me importo mais. Minhas palavras saem deliciosamente fluindo por entre essas borbulhas de espumante e licor de cassis... Sim, certamente esse fim de semana eu bebi demais. Todos os dias. Mas foram os 3 dias mais maravilhoso à tanto tempo. Eu me senti livre. Sim, dancei, beijei, sumi, bebi, ri, me diverti aos montes. Esqueci como era estar no mercado. E é maravilhoso. O rapaz que me abraçou calorosamente na sexta me divertiu, mas foi apenas isso, apesar da sua insistência em me levar à sua cama, eu me recusei. Me divertir sozinha ainda é a melhor opção. Mas ele tinha beijos calorosos e saborosos. E os elogios que me fez me mostram que apesar de tudo, eu ainda devo ser atraente (apesar de ainda me duvidar) e ter jeito. Como foi bom!
Eu senti falta de mim mesma, desse meu lado que ama a liberdade de não se importar, de faz o que dá na telha. Eu senti falta de me sentir tão relaxada, tão feliz. Não estou triste por nem um pouco. Talvez isso demore à aparecer, ou talvez nem apareça. O fato é que agora me sinto tão leve, como se o horizonte fosse o limite, minha âncora enferrujada foi rompida, não me culpo, não me cobro, não passo horas de meu dia pensando o que tenho feito de errado. Isso não me pertence mais.
Agora me pergunto porque demorei tanto à perceber isso. E sei a resposta, precisava sair daquilo sabendo que fiz tudo, sabendo que a minha parte foi feita.
Agora sei que tudo foi um sonho lindo meu. Ele nunca foi meu. As mentiras corroeram tudo e agora duvido de tudo. E nunca fiz isso em nenhum relacionamento, nunca olhei pra trás e duvidei de tudo. Agora as palavras de meu amigo ecoam "no fim Lu, acho que ele nunca gostou de você de verdade". Agora ele parece podre, ridículo, patético. Me parece que eu corria atras de um sonho que ele não era.
Triste é saber que eu sou muito mais o que ele merecia e nunca me importei porque via nele integridade, via justiça, o admirava. E agora tudo foi por água abaixo, acho-o sujo, podre, um moleque, e não o homem que eu pensava ser. Triste é saber que você acreditava em alguém que te decepcionou. Mas decepções ensinam a viver. Ele se mostrou tão ruim quanto os outros. Então, talvez eu deva ser mais desconfiada.
Certo agora que quero a vida de solteira por tempo indeterminado, fazer tudo o que me der na telha, me dar a liberdade de beijar quem quero, de negar quem não me apetece, dormir com quem eu escolher. Não que isso seja de todo bom, sou feita de sentimentos e sei que necessito do amor que procuro, a busca certamente é mais importante que o destino. E talvez quem saiba eu deseje ficar sozinha por um tempo, como eu fizera ano passado. E foi tão bom sair daquilo renovada.
Mas agora é impossível me ligar á alguém sem a verdadeira limpeza, saber desapegar dos sentimentos, vê-los pobre e murchos e esperar que eles morram, infelizmente eles estão num estágio que não voltaram a vida jamais.
Agora, por incrível que pareça, coloco-o na fila dos meus casos, vejo agora ela que me sorri, ele que vou ver nas férias, ele que eu não amei.. São tantos eles e ela... Será que alguém um dia vai me mostrar que existe mais que isso? Que existe de fato ser feliz, ser amada?
Não sei, mas agora o vento do litoral me leva a outros mares, outros rapazes, outros sabores. E sim, fui feita para a verdadeira liberdade, isso sim meu amor, isso sim é felicidade!

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