Hoje finalmente a devida tristeza se abateu. Não que ela viesse como das outras vezes. Hoje me entristeço pela decepção. Esse doce amargo que nos é vendido sem que saibamos o real sabor que tem.
Duro agora é duvidar de tudo o que houve. Achar que no fim, eu gostava sozinha. Logo eu, que nunca fui de ter raiva de ninguém, até nas histórias mais cabeludas e escabrosas eu sai em pé, nessa eu sai com raiva, desejando o mal de verdade. Querendo que o sofrimento o abata, porque acho que ele não se abateu. Deve ter feito até piada. "Ah aquela mané? Ainda veio toda me desejando o mal, pfiu, ela nem sabe que eu não ligo".
Hoje é triste tentar entender o porque? Porque mentir? Porque esconder? No fim, ás conclusões á que chego são simples: ele nunca me amou, era apenas joguete em suas mãos. Eu era a diversão, um sexo garantido, alguém pra afogar as mágoas e curar a carência. Eu era fácil, disponível, confiava tanto. Cheguei ao ponto de pensar numa vida juntos, de querer isso, de amá-lo mesmo.
Então fica difícil a grande pergunta: porquê? Nem ele mesmo fora capaz de me dizer. Porque talvez ele não conseguisse me dizer.Como dizer para alguém "brincava com você e me cansei".
O fato é que fica um vazio, um sensação incômoda de ter feito tanto e recebido nada. Fica a sensação de que eu me iludia, achava que estava num relacionamento, quando era apenas um joguete.
Arrependimentos? Nenhum, sei quem sou, sei que sou assim, amo desse jeito, de forma completa. Essa á a forma como me sinto completa, liberta pra amar como deve ser. Sei que não posso fazer menos e decepcionar ou mentir à mim mesma. Sou assim e não mudarei. Só sei ser intensa, toda, por inteiro. Nada pelas metades.
Agora vejo que os sinais eram claros desde o princípio: nunca fui apresentada à ninguém como à namorada. Ele nunca me apresentou à ninguém de sua família. Eu era a namorada de mentira. Nunca fui nada.
A tristeza talvez seja essa hoje: a verdadeira imagem de que de fato, não era lá muito para ele.
Mas enfim, assim como abraço minha tristeza, sei que não posso fazer nada. O imagino sentado em seu quarto com seu computador, conversando com outras meninas, das quais ele já conversava à tempo. O que minha amiga disse é real: ele não quis abrir mão de nada.
Minhas mágoas, eu vou digerir, para que eu as entenda e possa passar por cima delas em algum tempo. E agora, até quando gostaria de pensar nos nossos momentos bons, parece errado, parece tudo torto.
Agora entendo que até meu coração de fato está enraivecido dele e me diz "que grandíssimo filha da puta, que grande canalha, mais um que nos têm e se vai".
Agora encaro meus horizontes tão cheios de possibilidades... Você contém também a esperança?
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