Enquanto ela investia fervorosamente contra ele, ele segurou com força o rabo de cavalo dela, ele não queria forçar ela e demandar um ritmo, mas foi involuntário. Aquela pequena demonstração de força reverberou como arrepios fortes de prazer desde o couro cabeludo até as pernas. Ele anda não sabia, mas ela gostava de força, de ser tomada por uma cadência de dor saborosa. Aquela pequena dor fez com que ela se sentisse completamente ensopada. Ela sugou com ainda mais força e ele se contorceu e gozou. Ele fechou os olhos e adormeceu quase que instantaneamente dentre a neblina grossa do orgasmo.
E ela então se sentiu nua, o frio que ela sentiu foi maior que o frio que entrava pelas frestas do vidro. Foi o frio da falta do sentimento. Foi a nudez de sexo que não significava nada e expunha a grande fome que estava ali, a fome do sentir, a vontade de querer algo que aquele sexo jamais iria suprir. Ela logo empurrou os sentimentos para aquele canto esquecido. Depois lido com isso, não vou me deixar cair em lágrimas na frente dele. Ele ficou parado silenciosamente por alguns minutos e ela não sabia bem o que dizer.
- Sei que você está cansado, talvez seja melhor você subir e ir dormir.
- Não, quero ficar aqui com você.
Que ingênuo, quer ficar aqui para que não pareça que foi apenas isso, mas continua sendo só sexo. Ele deveria ir embora, não por ele, mas por mim, eu ia adorar ir pra casa e dormir.
Ela se deixou olhar para ele, e ele era bonito. Ele era completamente o tipo de cara que ela não se permitia gostar, ele era bonito demais. E loiro. E parecia um sonho dormindo. Cacete, a ultima coisa que eu quero na vida é me apaixonar por um cara assim, um cara que quer apenas sexo, um cara que não iria gostar de mim, talvez não seja bom que eu fique olhando para ele.
Ela se permitiu devanear olhando pro céu noturno. Mas ainda dava relances para ele, e ele parecia mesmo adormecido.
Um som e alguns mendigos apareceram e ela ficou completamente em alerta. Olhando para o retrovisor, ficou vigiando o movimentos deles, e então uma mão atravessou sua visão e apertaram o trinco da porta do carro. Ele havia acordado, talvez com o movimento súbito que ela fez para melhor ver os rapazes que apareceram.
- É, talvez seja melhor você ir para casa, aqui está meio perigoso e eu estou sonolento.
- Sim, é melhor.
Ele se abaixou para dar a ela um beijo de despedida, e como numa coincidência maldita, ele entrou num facho de luz e os olhos verde água dele ficaram emoldurados pela luz, ele pareceu quase etéreo. Ela ficou congelada, se permitiu o pequeno beijo de despedida, mas aquele pequeno momento ficou bem gravado na cabeça dela.
Agora ela piscava a caminho de casa e um pequeno incômodo se alojou bem ali no peito, havia tempo demais que ela sentia falta de gostar de alguém mas aquele com certeza não era o momento e nem a pessoa. Quem sabe um dia eu esteja errada, talvez ainda haja esperança afinal, pode ser que demore, mas eu ainda vou esperar. Uma prece tão rápida, mas ela quase viu uma pequena estrela cadente e se aqueceu por dentro de esperança."
Nenhum comentário:
Postar um comentário