14 de jul. de 2011

Meu romantismo bobo...

Esses romances que leio. Eles me dopam, me envolvem, sonho com os personagens. Sou assim, uma romântica irreparável. Sei que não aparento mais, deixei meu romantismo pra mim. Acho que desisti um bocado do amor do jeito que eu achava que tinha que ser. Desisti de ser surpreendida com as coisas bobas que os românticos sonham.
Mais ainda que eu tenha desistido de me mostrar, ele ainda está lá. Nos meus sonhos. No jeito bobo como leio esses livros quase adolescentes. Eles são como uma droga, fico dopada o dia todo, imersa no mundo onde a mocinha sofre mas não desiste de amar o mocinho, que bonito e elegante, também escolhe amar a mocinha no final. Como se as dificuldades que eles passam fizessem sentido para que eles lutem pelo amor.
Agora pra mim, isso é realmente uma droga poderosa. Porque me faz quase chorar, ansiar com todas as forças pelo tipo de amor que a gente acha que vai durar pela vida toda.
E eu invejo as garotas que ganham flores, porque naquele momento as flores fazem a gente perder o fôlego. Mas não são as flores, são as luzes que surgem nos olhos do outro quando ele te entrega as flores. Como se ele estivesse louco pra ver a sua reação.
Eu invejo as garotas que podem seguras os rostos dos namorados a meia luz do fim de tarde de um domingo, abraçados na cama, ela encara os olhos dele com a leveza de quem procura as respostas do universo e se apaixona por cada linha que a íris dele tem.
Eu finalmente invejo quem ainda consegue expressar seu romantismo. Eu tenho reservado o meu todo pra mim, pras páginas do livro de hoje, cujo mocinho, loiro, cor bronzeada, arrogante, cheio de marcas cicatrizadas dos caçadores da noite, cujo amor impossível, talvez eu vá sonhar, é nos braços dele que eu escolho dormir esse noite.
(Série Os Intrumentos Mortais - Cassandra Clare)

Nenhum comentário:

Postar um comentário