Quem me dera as pessoas pudessem mudar simplesmente porque desejo isso. Porque de verdade, gostaria de ver isso acontecer. Hoje durmo com raiva, com muita raiva, de ter cedido a uma regra de ouro minha: jamais dê uma segunda chance, se alguém não soube aproveitar a primeira, estragará tudo na segunda.
Vejo lentamente o que sinto ir morrendo, sem a água as flores murcham, ficam irrecuperáveis. Se antes ele não sabia o que sentia, agora quem sente graves dúvidas sou eu. De alguma forma estou completamente convencida de que os sentimentos dele são pequenos e poucos, algo como "o amor que tu me deste, era vidro e se quebrou, o amor que por mim tinhas, era pouco e se acabou".
Agora, deixo nas mãos dele as decisões. Se ele me procurar, se ele quiser fazer isso funcionar. Se ele estiver disposto a propor coisas, a chegar com a ideia de algo que possamos fazer juntos, porque me parece que as minhas propostas são uma forçação de barra.
Me sinto burra, como alguém que apesar de ver a impossibilidade de sua aposta, aposta assim mesmo.
Não entendo o que mais posso fazer, como fazê-lo entender o que ele deve fazer. Se ele me perguntasse o que eu acho que ele deveria fazer eu diria "acho que vc deve pesar se gosta de mim o bastante pra fazer as coisas diferentes desta vez, se quer fazer com que as coisas façam sentido, se quer fazer de mim sua namorada de verdade ou não tem jeito mais".
Verdadeiramente, não consigo mais brigar. Essa energia tem me imobilizado. Me sinto a chata, a implicante, por me esforçar tanto para que esse relacionamento seja real, porque até agora tem sido uma sombra que as vezes fica mais clara e as vezes, escurece. Não mentirei que tem melhorado. Que conversamos mais. Mas as sementes das palavras cruas e venenosas estão aqui todo momento. Um dia duvidei, essa dúvida morreu e agora nasceu outra em seu lugar. Agora fico aqui, sentada em frente à mesma tela me perguntando apenas "ainda vale a pena ou você apenas insiste? E se insiste, porque?"
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