Por mais que eu tente prever, a vida tem suas próprias arapucas. Fui para as férias ainda tentando digerir o resto que me faltava. Mas parece que lá a digestão ficou mais difícil. Me peguei ainda tentando entender o que eu fiz de errado, ainda tentando matar o que restava de lembranças (mesmo essas que cheiravam podre, nos meus momentos de álcool vieram me atormentar).
E eu vi que realmente, tudo tem sua hora, o seu porque, meu poder no destino é nulo. Ele lança suas garras e agarra a ponta de meu pé, fazendo com que eu encare o céu e de uma vez por todas entenda que é assim que o mundo funciona.
Tenho tocado tantas bocas e todas me pareceram de isopor, só a dele que não. Quando meu medo de finalmente ter ficado seco, que ninguém ia conseguir encostar nos meus sentimentos, ele foi lá p me provar de que ele pode. Mas mesmo assim, o toque foi sutil, arrepiou minha alma, mas essa história é velha. Ainda fica aquela sensação de que nunca saberemos o que nos é reservado. Talvez essa história seja uma peça chave em minha vida, no momento ela apenas me deixa pensando. No fim, deixo tudo como está, ele morando em meu pensamento até que seja tampado por outra pessoa. Ele nunca vai ser meu, nunca saberemos se realmente daríamos certo. O fato é que vou ter que lidar com isso sozinha.
Volto pra casa de coração confuso, vontades vazias, sem esperanças de que eu consiga entender algo da minha vida. Me prendo na única conclusão à que cheguei à 3 anos: quem ama não desiste, de alguma forma temos que lutar. E eu nunca mais vou lutar sozinha. Portanto, eu já meio que desisti.
Sim, ainda que não haja respostas ainda, sei reconhecer que os velhos sentimentos permanecem. "However far away, I will always love you, However long I stay, I will always love you".
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