6 de ago. de 2010

Final da semana

Este é o fim, passada esta semana virá outra, composta das mesmas aulas, dos mesmos costumes. O mesmo pacote de pipoca, o mesmo sinal do intervalo. O caminhar do sol será o mesmo, o vento frio que congelou até minha disciplina não mudará.
Sentada nesta cadeira me sinto tonta. E eu nem tomei ou fumei nada. Eu simplesmente estou tonta. Minhas aspirações, tudo, num deserto distante, tão longe. Meu coração é um escuro da onde só vejo a luz do stand by me indicando que ele ainda está lá mas off, desligado deste mundo.
Meu livro também parou, não consegui continuar com ele. Minhas grandes inspirações ocorrem no meio do trânsito e nem assim eu consigo trazer tudo a tona. Vazia. Perdida. Um copo de água que na secura do sertão cerradino se tonrou pó. Poeira estelar. Meus compostos me parecem pedaços. Os sonhos são confusos. Eu não o amo mais. Ou talvez o amor seja uma loucura, seja a primeira sensação, aquele primeiro copo de cerveja que você gostou, aquele primeiro baseado que você viajou, o primeiro orgasmo que você teve. Sensações que só temos uma vez e vivemos uma vida de busca aquelas sensações.
Eu o tornei utópico, um senhor dos meus sentimentos num mundo irreal, num mundo virtual, e ele está lá, sempre me mandando, sinhá de meu mundo não consigo controlar meus impulsos. Como fazer? Como proceder?
Eu mesmo tenho tantas respostas que não posso dá-las a mim mesma, é necessário um esconde-esconde. Tudo vai e pode se tornar óbvio, sem graça. Até os acentos que agora sei colocá-los não tornam as palavras tão bonitas e tão energéticas quanto eram na minha infância. Tonta. Eu tenho que fugir daqui.

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