24 de ago. de 2010

Minhas velhas obcessões

Pensando bem, não são tão velhas assim. Eu agora me sinto bem o bastante e com um motivo grande o bastante para escrever. Algo aconteceu esse fim de semana, e como parte dos meus acasos de sempre, algo que eu não esperava. Calma, nem é tão grandiosos assim, deixe-me passar o que se sucedeu nestes longos e infindáveis dias.

Primeiro, as mensagens. Aquelas malditas mensagens. Eu me vi compelida a mandá-las e as respostas me deixaram zona. Não havia alívio para mim naquelas frases. Na verdade, elas só me deixaram num estado nauseante e deprimido. Elas literalmente, chutaram a bunda do meu fim de semana me deixando completamente em pânico na sexta feira. Os sonhos, eles me assustaram, me deixaram confusa, e ele não estava lá, ou estava? Nem sequer me lembro. Enfim, em busca de algum conforto em meio a um desespero do processo que eu sabia que ia se seguir, independente do que eu fizesse, num grito rouco e surdo de dor, fui para o único lugar onde por poucas vezes me sinto feliz: a livraria. Desculpa, foi nerd da minha parte dizer isso, mas é completamente verdade, com um porém é verdade, eu só me sinto feliz quando escolho e compro livros. Meu único ato consumista que me assemelha a qualquer ser humano. Enfim, fui e descobri três livros interessantes, naquele mesmo tipo de assunto que costumo gostar: sombrios, vampirismos, coisas sem explicação, o sobrenatural, como sempre. Um deles, a continuação de um que eu já havia lido. No mínimo romances, como todos os que eu tinha lido. Era o efeito destes que eu acharia diferente das outras vezes que havia feito o mesmo. Pus me a ler um, mais um das coleções que devo esperar para terminar e sequer pude me conter tamanha era a tristeza que a leitura me ardeu, ao final do livro. Me ardia o peito de uma forma inacreditável. Shit, holy shit!
Busquei certo conforto nos braços de minha melhor amiga que me recompôs, apesar do tanto sono que sentíamos. Foi simples e me ajudou um bocado. Mas não sarou por completo. Sábado, pus me a ler o segundo que comprei de uma coleção e novamente, jogada aos confins de minha tristeza em toda sua compleição. E em alguns lugar dessa tristeza, no meio destes sonhos descomunais com as histórias destes livros, eu sai domingo de casa, apesar de não querer.
Lá eu conheci um rapaz, um novo rapaz, que fez as velhas borboletas se agitarem, que fez meu coração disparar descompasado. Como se eu não conhecesse essa velha sensação. Como se eu não soubesse como ela iria me afetar. É sempre uma novidade. E é sempre tão gostosa de se sentir.
Segunda foi o último e derradeiro de meus livros, tive que parar para ir para a aula e ai me bateu. Como uma verdadeira porrada na cara, foi como eu me senti.


Eu li todos esses livros, eles sempre tem uma mocinha, a única, a escolhida, a razão por qual toda a história se move, é dela o amor sofrido, é por ele que ela chora, e ela tem uma missão maior. Como se não estivesse bem na minha cara eu entendi. Eu sabia como elas se sentiam, eu pressentia como ver um filme velho qual seria a sensação. Eu queria estar na pele dela porque toda a descrição dela antes os momentos marcantes era a minha própria descrição. Eu era a mocinhas dos livros que eu sou obcecada, eu sou a mocinha da minha própria vida, sentindo uma missão que eu tenha e é muito maior do que eu imagino. Sou a mocinha estranha, deslocada, sem jeito, estabanada e mesmo assim bonita. Sentindo que ele está por ai, e eu não consigo encontra-lo. E isso casou exatamente com o segundo momento do domingo. A amiga da minha tia é Reikiana, faz Reike e eu me propus a uma sessão e no minuto que ela tocou minha cabeça disse "eu vejo falta de confiança, você precisa confiar em si mesma" e no segundo que tocou meu peito disse "porque você impede que alguém entre aqui?". E então hoje eu conclui porque eu tenho uma velha e desgraçada síndrome de cinderela e estou esperando a porra do atrasado do meu príncipe encantado. A diferença é que eu não estou em perigo, ele não vai aparecer. E se eu nunca estiver em perigo, ele também nunca vai aparecer? Vendo a amiga da minha tia que casou e foi traída, se separou e desde então nunca esteve com outro cara eu gelei. Não quero ficar assim, ter apenas meus filhos como motivo para seguir a diante. Bom, acho que boa parte do problema é descobrir e reconhecer o problema e agora? Como faço para não ficar esperando por ele quando meu coração só sabe agir com um amor por vez, ou seja, história mal resolvida significa não resolvida e a tempos eu tenho que resolver a última? Quem sabe essa seja a oportunidade para que eu veja de vez que essa última só precisa de oficialização, ele não é quem eu espero!

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