22 de ago. de 2010

Hoje, sábado a noite

Seria mais triste se fosse menos verdade. Sábados a noite não são produtivos. Não consigo dormir cedo. Passei o dia lendo o segundo livro dos três que eu comprei anteontem (das quais ontem eu li de umas 100 paginas em 3 horas). Sim, eu fui me dar um presente, me tirar da depressão que chegou como uma chuva após temporada de seca e paz. As nuvens negras vem e invadem o céu e o deixam naquela cor que ninguém gosta porque não te dá certeza.
A cada dia dessa semana que mais me pareceu uma mês perdido entre horas e mais horas de sono, cada dia foi mortificante, sofrido. Pra dizer o básico. Como se eu me acostumasse a sofrer assim. A desacreditar na vida. É um daqueles momentos onde eu não sinto o amor que eu penso precisar. É onde eu leio esses romances que dessa vez resgataram qualquer romantismo babaca que eu tivesse guardado por ai. Onde ele tinha se escondido esse tempo todo?
E agora esse romantismo vem como uma grande nuvem preta no meu céu azul lindo previsível de inverno. Essa nuvem que vem florescer o que estava seco. Mas não morto. E pela primeira vez na vida eu não estou gostando nada nada dessa água. Eu não gosto da dúvida que essa nuvem preta me traz, eu não sei como vai ser o tempo. Me impede de fazer o que quero. É aqueles momentos onde eu evito olhar para o espelho pra não reclamar mais da minha inércia. É onde eu fico com preguiça de tomar banho (apesar de não conseguir dormir sem um). Mas é também onde eu consigo escrever melhor. Alguma coisa boa esse tempo tinha que trazer. Eu só estava me acostumando a esquecer como era.

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