Será até aos mais mortais a síndrome da "esmola grande" ataca?
Será que depois de tanta coisa ruim a gente se acostuma a pensar que tudo que vem bom demais a gente não merece?
Dizia minha grande amiga que a gente não pode se acostumar com migalhas, porque se não a gente sempre vai se contentar só com elas quando podíamos ter mais.
Eu me sentia o grande contrário, desprezando tudo porque pra mim nada servia. Tentei ser mais maleável. Tentei me contentar em curtir, menos que gostar e também não deu certo. Fim de semana acabou comigo. Fiquei remoendo essas coisas. Por fim, quando alguém te procura, te acha, um alguém bonito, legal mas totalmente fora dos padrões que eu considero ideal, e olhando pra mim eu não consigo ver o que ele gostou, eu fico mais do que desconfiada. Rapazes de outros estados me deram muito trabalho ao passar dos anos. De vários estados, pra ser mais precisa. De novo, um outro estado novo. Qualquer dia eu faço um mapa do Brasil e marco com alfinetes vermelhos. Assim como um dia vou ter em casa um mapa mundi e marcar com alfinetes coloridos os lugares que eu for. Mas assim também os caras do meu distrito (já que eu não vivo numa cidade e sim num negócio meio estado, meio município e nenhum dos dois) também me deram muito trabalho!
Será que eu tenho que desconfiar até o que de bom acontece (tendo em vista os últimos acontecimentos, as vezes a gente tem que desconfiar)? Assim, certo, ter um pé atrás é mais do que natural e até nos preserva. Mas será que os caras do meu futuro (sim eu espero que tenham mais do que um, não tou afim de casar agora né) têm que pagar o preço pelo o que os caras do meu passado fizeram?
Tou sinceramente cansada de tentar ser desconfiada, até porque eu confio demais.
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