Sim, a menos de 24 horas de voltar ao meu lugar de alegria, tristeza e medo, meu estômago se divide em duas sensações.
Uma que me dá leves arrepios de excitação e ansiedade por poder resolver as questões pendentes...
A outra que me dá arrepios leves de medo, medo do que eu vou sentir, do que vai brotar, no final sempre sou surpreendente, até pra mim mesma.
E no meio disso tudo, meus medos, minha inseguranças... Ah sim, meu demônio. Me agrada essa semelhança. Assim como os guerreiros do livro tiveram que carregar os demônios da caixa de Pandora, eu tenho o meu. E assim como no livro, eu amo e odeio meu demônio. Ele é um fardo, mas sem ele eu morro. Ele me atormenta com tudo o que há de pior nele, mas então eu sou mais forte por causa dele. É nas minhas fraquezas que ele se alimenta do mal do mundo e me fortalece. E no fim, nós aprendemos arduamente a conviver um com o outro. Meu demônio não é a Violência, nem a Mentira. Ele é muito mais complexo que simplesmente um nome. Mas me atormenta tanto quanto qualquer um daqueles demônios.
E ele também gosta de me atingir, principalmente na auto estima, qualquer bambeada que dou, ele a ataca, coloca idéias vis e maldosas, imagens ruins e eu quase caio. Quase. O conheço por tempo demais, sei reconhecer quando as imagens e falas são dele e não minhas.
E nesse tormento e luta, eu ainda tenho que lidar com os monstros que decidem me atormentar...
Será que eu vou conseguir eliminar meu Galen (possuidor do demônio da Esperança), que me faz acreditar que tudo irá ficar bem mas são apenas esperanças falsas?
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