4 de dez. de 2010

O paradoxo do fim...

É o fim, fim do ano, fim de uma período, fim de uma fase minha. Agora com estes tantos pontos finais, eu pretendo fechar um  capítulo desse ano. Nele eu aprendi várias coisas, mas as mais importantes foram as coisas que aprendi comigo, sobre mim. Como ninguém, hoje sei que me conheço, sei quem sou, sei do que sou capaz, sei tudo e muito mais sobre mim. Aprendi tanto sobre mim que acabei ficando um tanto quanto anti social. Me tornei a mais perfeita companhia que existe pra mim. 
Esse ano conheci aspectos meus, descobri meus limites. Descobri que não sei ficar com alguém que eu não goste de verdade, que não me corresponda em todos os aspectos, mentais, intelectuais, culturais e principalmente sexuais. Descobri que não sei ficar com alguém desconfiando, confiar é um princípio meu para realmente me entregar, ser eu mesma. Descobri a facilidade de largar alguém. Descobri que posso me desprender de alguém numa velocidade sem igual. Descobri que realmente largar aquilo ou alguém que eu gosto, isso é quase impossível. Velhos vícios são fáceis de matar, velhas manias, quase impossíveis.
De tudo o que houve desse ano, eu levo os beijos sinceros, as frases suspiradas no ouvido, meus momentos sozinhas, as conversas tensas de fim, meus novos velhos melhores amigos, e acima de tudo levo uma nova espiritualidade que descobri esse ano. Levo para mim toda a experiência do ashram, da meditação, da mergulha no verdadeiro Caminho. Levo enfim um motivo novo para procurar, não mais a velha busca de amar, agora eu busco a paz.
Espero que 2011 me traga um tempo melhor, cheio de esperanças, cheio de renovações de encontros saudáveis e reveladores. Espero que eu possa a cada dia ser uma nova versão minha, mas sempre baseada na primordial, naquela que sempre fui, nunca deixareis de ser!

Namu Amida Butsu para vocês! 南無阿弥陀仏

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